Vivendo a Adolescência

Direitos Reprodutivos


 

Você já parou para pensar que muitas mulheres não decidem com autonomia sobre se querem ou não ter filhos(as), quantos filhos(as) querem ter e a cada quanto tempo?

A história dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos tem inicio junto com a luta das mulheres pela igualdade de Gênero, com ênfase nos direitos à educação e ao voto durante meados do século XIX e primeira metade do século XX. Até a década de 60, persistiu a luta pela igualdade, baseada nas relações sociais de poder entre homens e mulheres, que se fortaleceu nos anos 60 e 70, momento em que os grupos feministas começaram com a luta para romper com a opressão da mulher e com um intenso trabalho para demonstrar as construções sociais dos papeis de mulheres e homens e na sociedade

Nesse período a luta das mulheres se focalizou na conquista do direito para decidir sobre seu próprio corpo, permitindo que as mulheres pudessem:

  • Conhecer e/ou (re)conhecer seu próprio corpo;
  • Pensar e refletir pela primeira vez nas questões relacionadas à vivência da sexualidade,
  • (Re)conhecer o direito ao prazer sexual
  • Refletir sobre a construção dos papeis de homens e mulheres na sociedade.

No Brasil, os movimentos de mulheres tiveram uma atuação fundamental ao longo dos anos 80, lutando pelos direitos das mulheres pela justiça social e pela democracia, incorporando como prioritário na sua agenda, o tema da saúde da mulher e dos direitos reprodutivo.

 

Conhecendo os Direitos Reprodutivos (DR):

Os DR compreendem o direito básico de todo casal e de todo indivíduo de decidir livre e responsavelmente sobre o número, o espaçamento e a oportunidade de ter filhos/as e de ter a informação e os meios de assim o fazer, gozando do mais elevado padrão de saúde sexual e reprodutiva. Incluem o direito:

  • Individual de mulheres e homens em decidir sobre se querem, ou não, ter filhos/as, em que momento de suas vidas e quantos/as filhos/as desejam ter;
  • De tomar decisões sobre a reprodução, livre de discriminação, coerção ou violência;
  • De homens e mulheres participarem com iguais responsabilidades na criação dos/as filhos/as;
  • A serviço de saúde pública de qualidade e acessível, durante todas as etapas da vida;
  • A doação e ao tratamento para a infertilidade;

Fonte: SOS CORPO - Gênero e Cidadania


Decida sobre seu corpo, é seu direito!
 

Na plataforma de ação adotada por 189 delegações participantes da IV Conferência Internacional da Mulher, realizada em Beijing na China em 1995, na qual o Brasil participou, reafirmou-se a definição de saúde sexual e reprodutiva que se estabelece no seu parágrafo 96.

“Os direitos humanos das mulheres incluem seu direito de controle e decisão, de forma livre e responsável, sobre questões relacionadas à sexualidade, incluindo-se a saúde sexual e reprodutiva, livre de coerção, discriminação e violência. A igualdade entre mulheres e homens no que diz respeito à relação sexual e reprodutiva, incluindo-se o respeito à integridade, requer respeito mútuo, consentimento e divisão de responsabilidades pelos comportamentos sexuais e suas consequências”.

 


 


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