Vivendo a Adolescência

Pílula

 

O que é?

A pílula anticoncepcional é um comprimido que contém hormônios (substâncias químicas) parecidos com os hormônios que a mulher produz em seu corpo. É importante sabermos que existem dois tipos de pílula:

  • A pílula combinada – que contem dois hormônios chamados de estrogênio e progestágeno;

  • Minipílula(ou também conhecida como pílula de progestágeno) - que contem apenas progestágeno, que é o hormônio muito parecido com a progesterona natural.
     

Como se usa?

Para usar qualquer uma das pílulas acima, é importante que a mulher (adolescente, jovem ou adulta), após escolher a pílula como método anticoncepcional, procure um serviço de saúde para receber as informações e orientações corretas sobre como usar o método, bem como suas características.  Cabe ao/à profissional de saúde também, informar e orientar sobre os critérios médicos de elegibilidade que indicam se a pessoa pode ou não usar o método anticoncepcional escolhido, neste caso a pílula.

 

Como a pílula funciona?

A principal forma de ação da pílula anticoncepcional é impedir que ocorra a ovulação, ou seja, se a pílula for usada corretamente ela impede o amadurecimento e saída do óvulo do ovário, impedindo assim que ocorra a fecundação (encontro do óvulo com o espermatozoide).

A pílula produz também alteração no muco cervical (engrossamento), dificultando assim a passagem dos espermatozoides pelo colo do útero.
 

Qual a eficácia da pílula

É muito importante lembrar que eficácia é o resultado que o método anticoncepcional tem que alcançar, ou seja, em que porcentagem pode prevenir (evitar) uma gravidez.  Na pílula, igual ao que acontece com outros métodos que dependem da usuária, a eficácia dependerá em grande medida da maneira como a mulher a usa.

        Pílula combinada: Sua eficácia apresenta taxa de falha de 0,1 a 8%, ou seja, de cada 1.000 mulheres (adolescentes, jovens e adultas) que usam este tipo de pílula no período de um ano, de 1 (uma) a 80 (oitenta) mulheres, podem vir a engravidar.

  • Em mulheres que usam a pílula seguindo corretamente todas as instruções médicas, sem esquecer nenhuma pílula, a porcentagem de gravidezes é muito baixa, por volta de 0,2%, ou seja, no primeiro ano, engravida uma mulher de cada 500 que a usam a pílula, seguindo corretamente as instruções de uso.


Na vida real, as pesquisas mostram que a taxa de gravidez é de 8%, ou seja, engravida, no primeiro ano de uso aproximadamente 1 (uma) de cada 12 mulheres que usam a pílula.Minipílula: Sua eficácia apresenta taxa de falha de 1.0% em um ano, quando usada durante a amamentação, ou seja, de cada 1.000 mulheres (adolescentes, jovens e adultas) que usam este tipo de pílula durante o período de amamentação, 10 (dez) podem vir a engravidar.  Fora do período de amamentação a taxa é de 3 a 10%, ou seja, de cada 100 mulheres que usam no período de um ano de 3 a 10 podem vir a engravidar.

 

 


Quais são os benefícios que o uso da pílula pode trazer para a saúde da mulher?

  • Regular o ciclo menstrual, bem como diminuir o tempo de sangramento e a quantidade;

  • Diminuir a frequência e a intensidade das cólicas menstruais;

  • Diminuir a incidência de gravidez ectópica, câncer de endométrio, câncer de ovário, cistos de ovário e doença inflamatória pélvica;

  • Facilitar o retorno da fertilidade após termino ou interrupção da cartela;

  • Pode ser usada durante a amamentação (Minipílula).
     

 


Quais são os efeitos colaterais que o uso da pílula pode trazer para a saúde da mulher?

  • Náuseas (mais comum nos três primeiros meses);

  • Dor de cabeça leve.Sensibilidade nos seios.

  • Leve ganho de peso.

  • Nervosismo.

  • Espinhas.

  • Alterações do ciclo menstrual, ou seja, manchas ou sangramento nos intervalos entre as menstruações, especialmente se a mulher esquece de tomar a pílula ou não toma corretamente (mais comum nos três primeiros meses).

  • Amenorreia, ou seja, ausência da menstruação.

  • Em algumas mulheres podem causar alterações do humor.

 


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